Criolipólise

O princípio por trás da criolipólise explora a premissa de que os adipócitos (as células que acumulam gordura) são mais suscetíveis ao congelamento do que as células da pele.

A aplicação focada de temperaturas frias desencadeia a apoptose (morte) dos adipócitos, os quais são posteriormente digeridos pelos macrófagos presentes no organismo, através de uma resposta inflamatória.

A área tratada é sugada pela ponteira do aparelho através de um vácuo moderado e a temperatura é então selecionada e modulada por elementos termoelétricos. Cada área tratada permanece em torno de 60 minutos sob a influência do aparelho, o qual monitora o fluxo de calor constantemente. Após a aplicação a região é massageada por 2 minutos e o paciente é liberado para retornar a sua rotina normalmente.

O processo inflamatório estimulado pela apoptose dos adipócitos induz um influxo de células inflamatórias no espaço de 3 dias após o tratamento, com pico de atividade em cerca de 14 dias.

Quatro semanas após o tratamento, a inflamação e o volume dos adipócitos diminui.

Dois a três meses após o tratamento, os septos interlobulares são nitidamente mais espessos e o processo inflamatório diminui. Por esta altura, o volume de gordura na área tratada é visivelmente diminuído.

Em estudos clínicos, a criolipólise mostrou reduzir a gordura subcutânea no local de tratamento em cerca de 25% depois de um tratamento.

A criolipólise tem provado ser um método muito seguro para o contorno do corpo e é realizado com desconforto mínimo.

Efeitos colaterais esperados são: eritema temporário, hematomas e dormência transitória que geralmente desaparecem dentro de 14 dias após o tratamento. Com uma prevalência de 0,1%, a queixa mais comum é a dor tardia, que ocorre duas semanas após o procedimento, que se resolve sem intervenção.

A criolipólise é considerada segura e eficiente, com uma alta taxa de satisfação do paciente.

Vários estudos em humanos têm mostrado resultados comparáveis. Um estudo publicado em 2009, envolvendo dez indivíduos relatou uma redução de 20,4% e 25,5% na camada de gordura em 2 e 6 meses após o tratamento, respectivamente. Mais recentemente, um estudo multicêntrico, retrospectivo, foi publicado por Dierickx e colaboradores. Esses pesquisadores relataram que 86% de 518 pacientes apresentaram melhora. Os locais onde a criolipólise foi mais eficaz foram abdômen, costas e flancos. Os pacientes completaram um questionário de satisfação onde 73% reportaram estar satisfeitos com os seus resultados e 82% estariam dispostos a indicar a criolipólise a um amigo.

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